Líder de quadrilha mantinha esquema com cigarreiros e ‘acerto’ com policiais de MS

Denominada Hansei, a ação cumpre cinco mandados de busca e apreensão – não seis, como divulgado inicialmente – nas cidades de Maringá, Umuarama e Londrina, todas no Paraná, além de Barueri e Sorocaba, em São Paulo.

As determinações judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Naviraí.

“Apurou-se que o líder, agora identificado, mantinha relação com os contrabandistas do Cone Sul do Mato Grosso do Sul desde o ano de 2013 e seria o responsável por “acertos” com policiais nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná”, diz nota divulgada pela Receita Federal.

O grupo atuava no contrabando, transporte e distribuição dos cigarros importados ilegalmente do Paraguai para outras unidades da federação.

As investigações apontaram ainda que a partir da análise do material apreendido de uma outra apuração, foi possível identificar outras pessoas de grande relevância dentro da quadrilha e responsáveis pela logística desses produtos.

Conforme relatado pela Receita Federal, empresas foram criadas para dissimular as movimentações financeiras. O grupo ainda realizava diversas operações em espécie, sempre usando nome de laranjas.

“As apurações fiscal e bancária permitiram constatar que foram criadas pessoas jurídicas para dissimular movimentações financeiras incompatíveis com o faturamento das empresas e com os rendimentos auferidos pelas pessoas investigadas. Para evitar o rastreio de transações bancárias, o grupo realizava diversas operações em espécie e em nome de laranjas”, relata.

Participaram da operação 10 auditores-fiscais e um analista tributário da Receita Federal, além de 22 policiais federais.

Foto: PF