Mato Grosso do Sul registra 284 casos de feminicídio em nove anos

No Dia Internacional da Mulher, além da celebração das conquistas femininas, é importante a reflexão sobre as batalhas ainda travadas. A data é um lembrete de que, apesar dos avanços, a luta pela igualdade e contra a violência persiste. Em Mato Grosso do Sul, as estatísticas revelam uma triste realidade.

Desde a tipificação do feminicídio, em 2015 pela Lei nº 13.104, o estado já registrou 284 mortes o final do ano passado, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp MS). Se somado aos sete ocorridos em 2024, o número salta para 291.

O feminicídio é um crime hediondo, com penas mais severas, de 12 a 30 anos, devido à sua motivação: o gênero da vítima.

Em 2022, Mato Grosso do Sul enfrentou seu ano mais violento, com 42 casos de feminicídio registrados, seguido por uma queda em 2023, com 30 mortes. No entanto, em Dourados, uma das maiores cidades do estado, os casos aumentaram em 2023 em comparação com 2022, totalizando 25 mulheres assassinadas desde 2015.

Ainda segundo as estatísticas do órgão, 2023 foi o ano em que mais houve casos de violência domésticas registrados em MS. Foram 20.520 denúncias.

Com 72 vítimas de feminicídio nos últimos dois anos, Mato Grosso do Sul é o quarto estado do Brasil que mais mata mulheres, segundo dados do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) em anuário divulgado nesta quinta-feira (7).