Indústria de etanol retrata ciclo de crescimento em MS

Ao lado da senadora Tereza Cristina (PP) e da ministra Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento, o governador Eduardo Riedel (PSDB) fez a entrega da licença para que o Grupo Inpasa conclua, em Sidrolândia, a sua segunda unidade processadora de etanol de milho no Brasil. A primeira está em Dourados. Em terras sidrolandenses as obras entrarão em sua segunda fase.

Riedel e Verruck na fábrica da Inpasa: industrialização sustentável (Foto: Divulgação)

O grupo projetou investimentos de R$ 1,2 bilhão e ampla oferta de empregos: serão mais de 2 mil no período de obras e cerca de 400 novos postos de trabalho quando a indústria entrar em operação, o que ocorrerá no segundo trimestre deste ano. Considerada a maior processadora de milho em etanol da América Latina, a Inpasa tem unidades em Mato Grosso (Sinop e Nova Mutum) e no Paraguai (Nova Esperança e San Pedro).

BONS VENTOS

Riedel destacou que o ciclo do crescimento está soprando bons ventos no Estado. Disse ainda que a sustentabilidade é marca do desenvolvimento, citando que a indústria tem como apelo a produção de combustível limpo e renovável, por utilizar como matéria-prima o milho. “Temos a satisfação de ver Mato Grosso do Sul atraindo empreendimentos deste jaez”, enfatizou. A Inpasa foi atendida pela política de incentivo fiscal do governo para trazer suas fábricas.

A unidade de Sidrolândia terá 170 mil m², ao custo total de R$ 2,2 bilhões. Na obra da primeira planta, iniciada em setembro do ano passado, o gasto é de R$ 1,2 bilhão. A Inpasa também está envolvida na produção de energia elétrica a partir da biomassa. Na lista de produtos fabricados estão Etanol Anidro e Hidratado, além de DDGS – fonte de energia e proteína para nutrição animal, e o Óleo de Milho utilizado como meio energético na fabricação de rações e biodiesel.

O secretário Jaime Verruck, de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), exulta com a expansão dos investimentos agroindustriais. “A empresa faz o processamento das nossas matérias-primas e assim encaixa na nossa lógica, que é agregar valor ao produto, além de gerar energia limpa”, acentua. “Aqui tem carbono neutro na sua origem”, completa.

A meta da fábrica é produzir por ano 800 milhões de litros de etanol, 450 mil toneladas de DDGS, 44 mil toneladas de óleo e gerar 400 GWH de energia elétrica. Igualmente satisfeito, o vice-presidente da Inpasa, Rafael Ranzolin, informa que o projeto está adiantado. “Não esperávamos lançar a segunda fase em tão pouco tempo. Temos um carinho especial pelo Estado”, frisou.