22 maio, 2024

Americanas desaba na bolsa após rombo de R$ 20 bilhões

As ações da Americanas rombo e despencaram quase 80% na bolsa de valores (12), depois que a empresa publicou comunicado em que diz que foram identificadas “inconsistências em lançamentos contábeis” no balanço, em valor que chega a R$ 20 bilhões.

Por isso, em outras palavras, a Americanas percebeu que o valor bilionário — que referente aos primeiros nove meses de 2022 e anos anteriores — não registrado de forma apropriada nos balanços corporativos da empresa.

As ações da Americanas (AMER3) negociaram em leilão até 13h45 de hoje. Mas, o leilão é um “meca” mecanismo de defesa” que interrompe as negociações comuns para tranquilizar momentos de variação bruta de papéis na bolsa.

Depois, as negociações suspensas para a divulgação de um novo comunicado oficial da companhia. Este é um procedimento padrão da B3 neste tipo de caso.

Por volta de 14h05, as ações voltaram a ser negociadas, mas colocadas em leilão novamente. Ainda assim, ao fim do pregão, a queda exata foi de 77,33%.Então, segundo Einar Rivero, da TradeMap, essa foi a maior queda diária de uma empresa de capital aberto na bolsa brasileira desde 2008.

O que aconteceu?

O comunicado da Americanas sobre o rombo no balanço divulgado na noite de quarta-feira (11). Além disso, o texto informou que o presidente da companhia, Sergio Rial, deixou o cargo apenas 9 dias depois de assumir.

Por isso, o diretor financeiro da empresa, André Covre, também renunciou — ele havia tomado posse junto a Rial.

Os nomes dos dois executivos muito bem recebidos pelo mercado. Na época do anúncio, as ações da Americanas chegaram a subir mais de 20%. Apesar de ter deixado a empresa, Rial disse que manter o funcionamento da companhia é “absolutamente viável”.

Como consequência da revelação feita na noite de quarta, os investidores amanheceram em polvorosa. As principais instituições financeiras colocaram as ações da Americanas sob revisão, e a B3, bolsa de valores de São Paulo, colocou os papéis ordinários da empresa em leilão.

Os três homens mais ricos do Brasil afirmaram que não vão se desfazer de suas posições na companhia, acreditando no potencial da empresa em se recuperar. Estimativas do mercado apontam que juntos, o trio possui cerca de 29% dos papéis da Americanas.