Em 2022 Funtrab atendeu mais de 300 mil pessoas em busca de trabalho e Seguro-Desemprego

Com atendimento humanizado focado no trabalhador como prioridade, a Funtrab (Fundação do Trabalho de MS) registrou 317.243 atendimentos realizados nas 33 Casas do Trabalhador na Capital e no interior neste ano.

Na Capital foram atendidos 53.214 trabalhadores em busca de vagas e Seguro-Desemprego. Por meio de App (MSContrata+), é possível fazer o agendamento com data e hora marcada, e esse recurso trouxe a diminuição das filas no prédio da Funtrab.

Para o diretor-presidente da Fundação, Marcos Derzi, a redução das filas foi uma meta cumprida. “A maioria das pessoas já chega aqui fragilizada, é nosso dever propiciar dignidade para elas, com bom atendimento em um ambiente climatizado e as nossas servidoras que realizam um trabalho de excelência”, declarou Derzi.

Neste ano houve mais vagas disponíveis aos trabalhadores. Até o momento foram 43.048 vagas, o que representa aumento de 10.446 em relação ao ano anterior.

A maior quantidade de vagas ofertadas foi na indústria, com 9.279 oportunidades, seguido pelo setor de serviços, com 9.278, comércio com 8.362 e agropecuária com 8.226 postos de trabalho oferecidos.

Em 2022 foram colocados por meio das 33 agências 20.331 trabalhadores no mercado de trabalho formal, representando 2.656 trabalhadores a mais em relação ao ano de 2021.

“Para o ano de 2023 a Funtrab trabalha com uma estimativa de aumento em torno de 15 a 20% em relação ao ano de 2022”, destaca Derzi.

Mercado de Trabalho em MS

O mercado de trabalho formal em MS, conforme os registros do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) mostra recuperação com as contratações superando 300 mil trabalhadores em 2022, o que significa o retorno aos níveis anteriores a 2015/2016, quando ocorreu uma crise na economia do país com fortes reflexos no mercado de trabalho. O MS deve encerrar o ano de 2022 com aproximadamente 350 mil contratações e um saldo (contratações menos demissões) em torno de 44 mil empregos, melhor resultado dos últimos 10 anos. O setor que mais contratou foi o de serviços, seguido pelo comércio, indústria, agropecuária e construção.

Diretor-presidente da Funtrab, Marcos Derzi

Pelos resultados apresentados pelo CAGED até outubro/2022, MS vai encerrar o ano com saldos positivos em todos os grupamentos de atividade econômica, e possível estimar que o maior saldo será o do setor de serviços, seguido pelo comércio, agropecuária, construção e indústria.

Dos 79 municípios do Estado, os cinco que apresentaram maiores saldos até outubro/22 foram Campo Grande, com 13.261 postos de trabalho, Ribas do Rio Pardo com 4.675, Três Lagoas com 3.838, Dourados com 3.204 e Aparecida do Taboado com 1.096.

Para o ano de 2023, as perspectivas são otimistas com as políticas adotadas pelo Governo do Estado com os incentivos e atração de novas empresas, que deverá resultar em aumento nas contratações e geração de novos empregos em MS.

Desafios

O principal setor com falta de mão de obra é o de serviços, seguido do comércio, em seguida a construção civil. As ocupações com mais dificuldades de contrações em 2022 foram: operador de caixa, auxiliar de cozinha, cozinheiro, mecânico, vendedor, motorista, pedreiro e ajudantes.

A Funtrab registra dificuldades no encaminhamento de mão de obra nas seguintes funções: auxiliar de limpeza, motorista, mecânico. Há dificuldade também em encaminhar candidatos para as vagas em restaurantes, bares, lanchonetes, supermercados e outros. Na construção civil há um déficit em todas as funções.

Há trabalhadores que comparecem na agência e recusam vaga, o gargalo está na falta de candidatos interessados por recusa da remuneração e horário de trabalho. E do outro lado, segundo as empresas, o principal problema está na falta de qualificação profissional.

“A Funtrab buscou parcerias com iniciativa privada, e qualificou milhares de trabalhadores na Capital e interior, mas é necessário melhorar. Qualificação será uma das prioridades do próximo governo, para isso será criado a Secretaria Executiva de Qualificação Profissional e Trabalho”, conclui Derzi.

Magna Melo – Funtrab
Foto: Saul Schramm/Arquivo