Veja as sugestões de filmes e séries nas plataformas digitais, 13 de janeiro de 2021

Dica da Semana: “O Som do Silêncio”

Baterista de heavy-metal perde a audição em longa original da Amazon Prime Video

De acordo com o último censo do IBGE, 9 milhões de brasileiros declararam ter alguma forma de deficiência auditiva, dos quais 344,2 mil eram surdos. Trata-se de uma comunidade com cultura e língua própria que vive num mundo estruturado por ouvintes. E essa realidade se reflete na indústria cinematográfica, que poucas vezes retratou esse universo silencioso. Nesse sentido, “O Som do Silêncio” é uma produção aclamada pela crítica que aborda a perda da audição de forma comovente e está disponível na Amazon Prime Video.

O filme acompanha a história de Ruben (Riz Ahmed), um ex viciado em heroína que encontrou na música um novo propósito, que o manteve distante das drogas por 4 anos. Junto da namorada Lou (Olivia Cooke) ele se torna baterista de uma banda de heavy-metal que percorre os Estados Unidos em turnê. Os dois vivem felizes como nômades musicais até que durante a checagem de som para um show, Ruben é surpreendido por um estalo em seus ouvidos que o deixa incapaz de escutar claramente. Em pânico, o baterista decide se consultar com um médico que, sem muitas explicações do porquê, informa que ele perdera 80% de sua audição e que deveria se privar de sons altos para manter o que restara. Apesar do aviso, Ruben decide continuar com os shows até o momento em que se torna impossível escapar da realidade.

Com medo do namorado voltar para as drogas, Lou o convence a ingressar numa casa de reabilitação para pessoas com deficiências auditivas antes de vender todos seus pertences por um implante coclear. Trata-se de uma instituição comandada pelo veterano Joe (Paul Raci), que perdeu a audição durante um bombardeio no Vietnã e foi alcólatra por muitos anos. Assim, Rubem entra em contato com a comunidade surda e, lentamente, aprende que também há vida no silêncio.

Novos feitiços

Estúdios Marvel faz homenagem as sitcoms em nova produção da Disney+

Com mais de 80 anos de história, a empresa americana Marvel passou das bancas de jornais às telas de cinema e transformou a forma como filmes são produzidos. Seu primeiro sucesso ocorreu em 2008, com a estreia de “Homem de Ferro”, que arrecadou 585 milhões de dólares ao redor do mundo e reergueu a carreira de Robert Downey Jr. Em 2009 a companhia foi comprada pela Disney, que se assegurou de transformar esse universo na franquia mais valiosa da história. Após um ano sem lançar novos conteúdos devido a paralisação das filmagens pela pandemia de Covid-19, a Marvel chega em 2021 com “WandaVision”, uma produção original que estreia na Disney+ dia 15 de janeiro.

Com nove episódios, a série reúne os principais elementos do universo Marvel sob um novo formato: as sitcoms. Inspirada em programas como “The Office” e “Full House”, “WandaVision” acompanha o casal Wanda Maximoff (a Feiticeira Escarlate, Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) enquanto eles tentam estabelecer uma vida tranquila no subúrbio. No entanto, à medida que os episódios – e as décadas – passam, a dupla começa a suspeitar que nem tudo é o que parece. Ao que tudo indica, a produção explora o conceito de multiverso, em que universos paralelos e distintos coexistem.

Apesar de já ter aparecido como coadjuvante nos filmes da Marvel, a personagem de Wanda é conhecida como uma das mais poderosas no universo dos quadrinhos e a série busca explorar essa vertente. Trata-se da primeira produção da Fase 4 da Marvel, cujo objetivo é expandir seu conteúdo para o streaming através da Disney+. Nesse sentido, todos os acontecimentos de “WandaVision” terão impacto sobre os demais filmes, como “Viúva Negra”, “Os Eternos” e especialmente em “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, que contará com a presença da feiticeira.

Paternidade pendente

Uma história sobre descobertas e amadurecimento, o filme “Pai Em Dobro” é estrelado por Maísa Silva e tem roteiro de Thalita Rebouças 

Com roteiro da escritora de livros infanto-juvenis Thalita Rebouças, o primeiro filme de Maísa Silva na Netflix é a comédia romântica “Pai em Dobro”, que estreia na plataforma no dia 15 de janeiro. A produção original brasileira marca uma nova guinada na carreira da atriz, que ficou muito conhecida quando, ainda pequena, apresentava um programa no SBT. Depois de 13 anos trabalhando na emissora, a jovem pediu demissão em 2020 e “Pai em Dobro” é seu primeiro trabalho desde então. Além de Maísa, o elenco também é composto pelos atores Eduardo Moscovis, Marcelo Médici, Laila Zaid e Fafá de Belém.

A história gira em torno de Vicenza (Maísa), uma jovem de 18 anos que cresceu em uma vila ecológica ao lado de sua mãe, Rainon. As duas levam uma vida espiritualizada próxima a natureza, em uma dinâmica muito diferente da correria típica das grandes cidades. Mesmo sendo feliz com a sua realidade, algo incomoda a protagonista: o fato de não saber quem é seu pai. Para piorar a situação, sua mãe não gosta muito de comentar sobre o assunto, então tudo o que a menina sabe sobre sua possível origem vem de fotos antigas de Rainon com dois homens.

Assim, quando sua mãe parte da vila para uma viagem à Índia, Vicenza encontra a oportunidade perfeita para descobrir quem é seu pai. Com Rainon fora, a protagonista decide ir até o Rio de Janeiro, onde encontra seus dois candidatos à paternidade: Paco (Eduardo Moscovis) e Giovani (Marcelo Médici). Os dois homens levam vidas tão diferentes que chegam a ser quase o perfeito oposto um do outro. Mesmo assim, a jovem consegue se dar bem com ambos, o que torna mais difícil encarar a possibilidade de que um deles não seja seu pai. Além disso, nenhum dos dois está ciente de que o outro existe, o que torna a situação ainda mais delicada para Vicenza, que tem que esconder esse segredo.